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Notícias

Debate: Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos

10 abr
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Ciclo de Aulas Abertas no Instituto de Psicologia da USP

09 abr
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ciclo aulas abertas ipusp
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas nos links que se seguem! Serão fornecidos certificados aos participantes.

Aula de 28/4: Virginia Junqueira
http://goo.gl/forms/oxB3UVpWWf

“Que tipo de ação intersetorial pode promover equidade em saúde?” – Conferência na FSP USP

09 abr
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HSP/CPG/CCEX da Faculdade de Saúde Pública da USP promovem a Conferência Internacional “Que tipo de ação intersetorial pode promover equidade em saúde? Questões críticas para traduzir princípios em práticas”, com Louise Potvin, da Universidade de Montreal.

A conferência acontece no dia 17 de abril, sexta-feira, às 8h30, no auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da USP (Av. Dr. Arnaldo, 715, Cerqueira César, São Paulo-SP, metrô Clínicas).

O evento é aberto para trabalhadores e gestores do SUS, estudantes de graduação, pós-graduandos, docentes e outros interessados nesse relevante debate para a reformulação das políticas públicas. Haverá tradução simultânea.

Sobre Louise Potvin:

Louise Potvin completou seu doutorado em Saúde Pública pela Universidade de Montreal e pós-doutorado em avaliação de programas. Atualmente é professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social, Université de Montreal e diretora científica do Centro de Léa-sur les Roback Inégalités Sociales de Santé de Montréal. sobre abordagens comunitárias e desigualdades em saúde. Este Centro visa documentar como as intervenções de saúde pública em apoio ao desenvolvimento social local podem contribuir para a redução das desigualdades de saúde em ambientes urbanos. Seus principais interesses de pesquisa são a avaliação do programa de promoção da saúde e intersetorialidade. Foi membro do Grupo de Trabalho da OMS-EURO sobre a Avaliação de Promoção da Saúde. Ela é membro do Grupo de Referência Canadense sobre os Determinantes Sociais da Saúde. Ela é membro da União Internacional para a Promoção da Educação e da da Saúde (UIPES) e membro da Academia Canadense de Ciências da Saúde. É a Coordenadora do Comitê Científico Global da 22a Conferência Mundial de Promoção da Saúde da UIPES, que será realizada em Curitiba, em maio de 2016. Ela publicou cinco livros e mais de 200 artigos e capítulos de livros.

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Seminário no IS: Avaliação de Tecnologias e Inovação em Saúde no SUS: Desafios e propostas para a gestão

09 abr
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Fonte: Instituto de Saúde da SES/SP

Embora grandes avanços sejam notados na implementação da ATS no país e no estado de São Paulo, muitos desafios precisam ser melhor compreendidos para que medidas apropriadas sejam adotadas ou aprimoradas.

 

Quanto à inovação, ainda é necessário aprofundar as discussões acerca do papel que instituições como o IS, cuja missão é contribuir para o fortalecimento e aprimoramento do SUS, podem vir a desempenhar considerando que o assunto é particularmente centrado em questões de mercado.

 

Um seminário que possibilite conhecer algumas experiências em andamento e promover o debate entre pesquisadores e profissionais de instâncias de gestão do SUS poderá trazer grandes contribuições para todos que atuam na área.

 

O seminário tem como objetivos:

  • Apresentar experiências em andamento nas áreas de ATS e inovação no SUS;
  • Ampliar o conhecimento sobre esses temas por meio de debates sobre conceitos e práticas;
  • Contribuir para o aprimoramento institucional e das redes das quais participa, de forma a fortalecer suas áreas de atuação quanto aos temas propostos;
  • Contribuir para o aprimoramento dos processos de gestão nas áreas de Avaliação de Tecnologias de Saúde e Inovação em Saúde no SUS, em particular no estado de São Paulo.

 

Realização: Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Local do evento: Instituto de Saúde – Rua Santo Antônio, 590, Bela Vista – São Paulo/SP
Vagas: 80 por painel
Apoio financeiro: Chamada MCTI/CNPq/FINEP Nº 06/2014

 

 

O seminário será realizado em 8 painéis (programação completa). Escolha os painéis mais apropriados à sua formação e cotidiano de trabalho. É necessário se inscrever separadamente em cada um dos painéis abaixo:

 

 

Painel 1Medicamentos: Da incorporação no SUS à promoção do acesso e uso racional.
* Acesse aqui  o formulário de inscrição.

 

Painel 2. A experiência da SES/SP na gestão de tecnologias e o impacto na judicialização da saúde no estado de São Paulo.
* Acesse aqui o formulário de inscrição.

 

Painel 3. Estratégias para difusão da informação e capacitação em saúde baseada em evidências e em avaliação de tecnologias de saúde.
* Acesse aqui o formulário de inscrição.

 

Painel 4Políticas de saúde informadas por evidências científicas: Fronteiras e desafios para a tradução do conhecimento para o SUS.
* Acesse aqui o formulário de inscrição.

 

Painel 5. Desafios para o registro, qualificação e vigilância dos produtos para saúde. 
* Acesse aqui o formulário de inscrição

 

Painel 6. Experiências da utilização de ATS para qualificação e padronização de produtos nos serviços de saúde.
* Acesse aqui o formulário de inscrição

 

Painel 7. Contribuições da avaliação de tecnologias em saúde para a atenção primária no contexto das redes de atenção à saúde.
* Acesse aqui o formulário de inscrição

 

Painel 8. O SUS e a inovação em saúde.
* Acesse aqui o formulário de inscrição.

 

Morreu ontem, na Itália, o sanitarista Giovanni Berlinguer

07 abr
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O médico sanitarista Giovanni Berlinguer, pioneiro em estudos de bioética faleceu ontem, em Roma, aos 90 anos.

Veja matéria completa no site da Abrasco.

Foto: Reprodução

Ato Unificado do Dia Mundial da Saúde em São Paulo

07 abr
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Centenas de pessoas se reuniram hoje para o ato unificado do Dia Mundial da Saúde em São Paulo. A concentração foi em frente à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e os manifestantes caminharam até a Praça da República.

O tema do ato em 2015 foi Caminhada em Defesa da Saúde Pública: O SUS para cuidar bem das pessoas. O que falta no SUS para ele cuidar bem de você e de todas as pessoas? e o evento foi organizado pelas Plenárias Municipal e Estadual de Saúde, Movimentos Sociais e Populares, Usuários e Trabalhadores do SUS.

Veja aqui a Carta do Dia Mundial da Saúde – 7 de abril de 2015. A APSP assina.

Encontro de Escuta e Trocas:Movimentos e Coletivos pensando sobre SUS e Saúde

06 abr
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Fonte: Rede HumanizaSUS

Dias atrás, na Faculdade de Saúde Pública da USP, aconteceu o Encontro Regional da Rede Unida em São Paulo sob o tema “Escuta de movimentos e coletivos: o que pensam vocês sobre SUS e Saúde?”. E como forma de contar para as pessoas que não puderem participar do encontro, na sexta (27/03), resolvemos escrever este texto. Resolvemos, no sentido de, partilhar experiências, ampliar olhares, caminharmos juntos com os problemas do SUS e da Saúde. Resolvemos, ainda, em revisitar nossas próprias reflexões e incômodos acerca das escutas coletivas. O resolvemos-em-nós, não parte apenas de mim, mas de encontros que foram produzidos naquela manhã de sexta.

Estavam, reunidos, alunos de graduação, docentes, residentes, militantes, pós-graduandos/as, gestores e pessoas interessadas pela discussão ali abordada. Sobre os movimentos e coletivos estavam presentes a Associação Paulista de Saúde Pública (APSP), VERSUS/São Paulo, Fórum Contra o Genocídio do Povo Preto, Margens Clínicas, Prefeitura de Santo André, Coletivo de Editores da Rede HumanizaSUS e importantes parceiros que constroem o SUS diariamente em sua micropolítica.

Porque escutar movimentos e coletivos? Não é mais fácil falar?

A proposta do encontro foi de compor escutas para dar voz a todas as vozes, compartilhar saberes, produzir conhecimento e intervenção, ou seja, um encontro vivo de questões que tocam os corpos, provocam desassossegos à medida que vivemos o SUS e a Saúde.

 “Eu acho que deveríamos ler apenas aqueles livros que conseguem nos ferir, que nos apunhala. Se o livro que lemos não nos acorda com um golpe na cabeça, por que estamos lendo, então? […] Nós precisamos dos livros que nos afetam como um desastre, que nos tormenta profundamente, como a morte de alguém que amamos mais do que nós mesmos, como ser jogado em uma floresta longe de todos, como um suicídio. Um livro deveria ser o machado para o mar congelado dentro de nós. Isso é o que eu acredito. “ Franz Kafka.

O SUS, hoje, é atravessado por interesses que nos ferem e nos apunhalam. A grande mídia, por exemplo, tem visão pouco generosa sobre o SUS e constrói na cabeça das pessoas o imaginário de um “SUS monstro”, com unidades de saúde precárias, grandes filas de espera, falta de medicamentos e de médicos, pacientes em corredores de hospitais a beira da morte. A mídia faz um desserviço ao SUS por mostrar sistemas de saúde municipais estraçalhados. Somos em 5.570 cidades pelo Brasil, e cada município carrega em si, sistemas de saúde diferentes: exitosos, em construção, não exitosos, passando por mudanças, reinventando vidas e desejos de cada pessoa. É importante discutir a regulação democrática da mídia, a que temos hoje vem provocando enormes desvios ao SUS.

Se antes, as epidemias infectocontagiosas eram um problema de saúde pública. A sociedade contemporânea produz novas doenças. Saímos da concepção biológica das patologias e entramos em um cenário de civilização e doença. Construímos meios de transporte, pontes entre os continentes, mas, esquecemos de instrumentos para garantir a cooperação pacifica entre as nações. Faço esse ballet todo (rs) para dizer que os homicídios representam 36,5% das causas de morte, por fatores externos, de adolescentes no País. Estes, adolescentes, são pobres, negros e periféricos. O racismo e o genocídio de jovens negros são problemas de saúde pública. E quando falo que as epidemias infectocontagiosas eram um problema de saúde antigamente, atualmente enfrentamos epidemias de caráter político, social, econômico, de cor, raça e etnia.

Miguel, que representava o Fórum Contra o Genocídio do Povo Preto e estudante de Saúde Pública, colocou em pauta a relevância dos debates sobre a saúde fazer sentido para as pessoas. Foi buscando na sua comunidade, movimentos que fizessem sentido para produção de vida e encontrando sentido para as reflexões de saúde na Universidade.

Assim como, compreender as relações sociais é um fator importante para o processo saúde-doença: produzir subjetividade, potência e vida. Se torna necessário, lutar por um modelo universal, que esteja próximo dos sujeitos, que atue nos territórios, que incorpore a singularidade de cada espaço-tempo numa clínica ampliada. Se faz necessário e urgente, lutar por um modelo de saúde e sociedade que priorize a intersetorialidade nas políticas públicas para resolução de problemas contemporâneos.

Vivemos uma intensa disputa por modelos de sociedade, as falas no Congresso, os gritos nas ruas e os ecos da mídia, nesse mesmo cenário, a Rede Unida buscou criar espaços para promover escuta.  Ouvir, talvez seja o maior ato de resistência dentro desse projeto de saúde.

Durante as falas compartilhadas nesse Encontro, apareceram questões como a judicialização da saúde, importância de fortalecer e empoderar a representatividade dos Conselhos Municipais, formação de estudantes e trabalhadores para o SUS, capitalismo financeirizado na saúde. Ficou claro que o papel de todos os atores da sociedade, na gestão, na sociedade civil, na militância, ou outra posição, tem grande peso na construção do SUS.

Há uma colocação feita que merece ser enfatizada: “precisamos pensar global e agir local”.

Continuando e construindo as agendas estratégicas e participativas do SUS

Por conta da 15ª Conferência, as agendas de participação social do SUS não param e lançamos o convite para estarmos juntos nos próximos encontros:

– Caminhada em defesa da saúde pública, dia 7/abril concentração às 9h na Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 188 – Centro – SP (em frente a Secretaria Estadual de Saúde).

– 7ª Conferência Estadual de Saúde de São Paulo, dias 22, 23 e 24 de julho de 2015.

Mais informações:
http://www.saude.sp.gov.br/conselho-estadual-de-saude/homepage/destaques/ces-realiza-7-conferencia-estadual-de-saude-de-sao-paulo

Seguimos acreditando, assim como, Kafka.

Resolvemos-em-nós

Allan. Sanitarista em formação. VERSUS/SP

Beatriz. Terapeuta Ocupacional em formação. VERSUS/SP

Debora. Advogada. Ativadora do convite em construir esta síntese.

Profissão Repórter: Médicos estrangeiros melhoram a vida de pequenas cidades pelo Brasil

01 abr
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Matéria do programa Profissão Repórter, da Rede Globo de Televisão, do dia 31 de março de 2015 aborda o Mais Médicos, um ano e meio após a implantação. A equipe do programa esteve em cinco estados acompanhando os primeiros médicos estrangeiros que aderiram ao Mais Médicos.

O programa do Ministério da Saúde, em acordo firmado com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), chegará neste ano a mais de 18 mil médicos atuando em mais de quatro mil municípios no Brasil. No último dia 23, foi apresentado no Senado Federal o Projeto de Decreto Legislativo 33/2015, que pode inviabilizar o Mais Médicos.

O projeto tem como objetivo invalidar o termo de cooperação firmado entre o Ministério da Saúde e a Opas e foi apresentado pelos senadores Cássio Cunha Lima e Aloysio Nunes, ambos do PSDB, e agora está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Paulo Capel Narvai, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e conselheiro da APSP, escreveu artigo sobre a Opas e o Programa Mais Médicos.

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Denúncias da Band: o alvo é a OPAS ou a Rede Globo? – por Paulo Capel Narvai

31 mar
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Paulo Capel Narvai (*)

Os povos americanos devem muito à Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), instituição supranacional criada e mantida pelos países do continente desde 1902. Após a ONU criar a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, a OPAS se tornou o seu Escritório Regional para as Américas. A OPAS integra a Organização dos Estados Americanos (OEA) e conta com escritórios em 27 países, dispondo de oito centros científicos próprios. Além disso, mantém intercâmbio técnico-científico com algumas centenas de instituições de pesquisa em saúde nos 35 países do continente. Dentre outros feitos sanitários notáveis, a OPAS registra a coordenação da erradicação da varíola e o controle da poliomielite nas Américas.

Os sanitaristas que trabalham e dirigem a instituição, no Brasil e demais países americanos, habituaram-se a lidar cotidianamente com hospedeiros e vetores epidemiológicos de vários tipos, vírus, bactérias e vermes em geral. Mas atualmente, no Brasil, para realizar suas atividades veem-se na obrigação de lidar também com a mídia. Não é tarefa fácil, muito menos isenta de riscos. Não bastam paciência, conhecimentos científicos sólidos, recursos financeiros, nem estar munido de bons instrumentos para agir. É preciso, também, enfrentar a determinação de jornalistas dispostos a fazer uso político dos seus instrumentos de trabalho, na internet, nos jornais e nas emissoras de rádio e TV, como se fossem militantes partidários – e alguns, efetivamente, o são e têm todo o direito de sê-lo.

É essa espécie de militância partidária ou ativismo cujo propósito é preciso esclarecer, que explica a fúria com que alguns jornalistas se lançaram à “denúncia” de um segredo de Polichinelo: o fato de que, no Brasil, de modo similar ao que ocorre na maioria dos países, organizações supranacionais ligadas à ONU e a OEA, celebram convênios com instituições públicas (e contratos com empresas privadas), para cumprirem adequadamente suas respectivas missões. Têm o dever de compatibilizar com as legislações nacionais, os dispositivos normativos internacionais sob os quais realizam suas atividades. Precisam ajustar os termos para não cometer ilegalidades ou irregularidades. Simples assim. Nenhum segredo, nenhuma ação insidiosa, nada a esconder.

Pois vem agora o jornalismo supostamente “investigativo”, movido por iniludível ingrediente ideológico, e quer transformar em “denúncia” algo corriqueiro nas relações entre os países e organismos como a OPAS. Fingem ver nesses ajustes e compatibilizações corriqueiros, escabrosas manobras com a pérfida intenção de burlar. Vende-se a incautos versões bem embrulhadas de supostos trambiques, maracutaias, ilegalidades e práticas mafiosas, alguns procedimentos que são absolutamente legais e que correspondem a acordos administrativos éticos e transparentes, celebrados à luz do direito. As supostas denúncias vêm, contudo, no mesmo embrulho onde estão políticos venais, empresários inescrupulosos, sonegadores contumazes, corruptos de todo tipo e quadrilhas montadas para roubar dinheiro público.

Mas não é sem razão que as “denúncias” vêm no mesmo embrulho, pois a intenção não é informar, mas deturpar e atacar.

Porém, atacar quem mesmo? A OPAS?

Difícil acreditar que jornalistas competentes não compreendam as circunstâncias em que atuam organizações como a OPAS e, vale assinalar, a UNESCO. Cabe, então, perguntar: as denúncias se dirigem à OPAS? Como e por que atacar uma instituição como a OPAS, acusando-a, hoje, de fazer o que vem fazendo desde que se instalou no Brasil? Por que aparecem, agora, como procedimentos irregulares, práticas administrativas e acordos celebrados em conformidade com o direito internacional e a legislação brasileira?

À primeira vista, parece incompreensível que convênios e contratos similares aos celebrados com a OPAS antes de 1964, depois de 1964, nos governos Collor, Sarney, Itamar, Fernando Henrique e Lula, sejam “denunciados” no horário nobre do rádio e da TV, com tamanha desfaçatez e insolência e pouco apreço à verdade. É possível entender as razões, se levarmos em conta a cantilena anticomunista e anticubana cotidiana na grande mídia brasileira, sejam quais forem as consequências desses convênios e contratos para a população brasileira. Isto, o que interessa à maioria do povo brasileiro, parece ser o que menos importa para esses setores da grande mídia.

A OPAS não merece ser usada de modo tão sórdido, para fins políticos tão infames. Os sanitaristas brasileiros, que como eu devem se sentir insultados por esse péssimo jornalismo, e todos os cidadãos de bem, deveriam manifestar seu apoio à OPAS e pedir desculpas à instituição que tanto tem contribuído para melhorar nossas condições sanitárias.

É necessário alertar, por  derradeiro, que os alegados “procedimentos irregulares e ilegais” da OPAS, objeto das supostas “denúncias” de um tipo de jornalismo parcial e antidemocrático são, a rigor, idênticos aos utilizados pela UNESCO em suas relações com instituições e empresas brasileiras, dentre as quais a Rede Globo de Televisão. O modo ignominioso com que jornalistas têm “denunciado” a OPAS aplicar-se-ia igualmente à UNESCO? Valeria também para o Programa “Criança Esperança”, ou apenas para o Programa “Mais Médicos”?

Mas, para esclarecer isto, é preciso jornalismo investigativo de verdade.

– – – – – – –

Paulo Capel Narvai é sanitarista e Professor Titular de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Conselhos, ministério da Saúde e entidades discutem teste de progresso em audiência pública

30 mar
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Esta terça-feira (10.03), a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com apoio do Fórum dos Conselhos de Atividade Fim da Saúde (FCAS), participaram de audiência pública para discutir as vantagens e desvantagens de implementação de um processo de avaliação, especificamente aos estudantes da área de saúde, no decorrer da graduação.

O encontro foi uma iniciativa do Deputado Carlos Neder, atendendo uma solicitação do FCAS e diversas entidades da área de Saúde, incluindo o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, representado na ocasião pelo seu presidente, Claudio Miyake, pelo secretario geral da autarquia, Marco Manfredini e pelos conselheiros Mary Caroline (Maine) Skelton Macedo e Nilden Carlos Cardoso.

“São necessárias providências urgentes das esferas governamentais para assegurar aos conselhos profissionais da saúde a participação no processo de avaliação da formação. O CROSP se mantém comprometido com os desdobramentos em torno do tema, que é da mais alta relevância” afirmou Claudio Miyake.

A audiência foi iniciada com uma mesa-redonda que procurou esclarecer aos presentes o chamado “teste progresso”. Também foram debatidas as razões de o Ministério da Educação ter inserido o modelo nas Diretrizes Curriculares Nacionais, as perspectivas de ampliação do exame para as demais profissões da Saúde e, por fim, a experiência em avaliação da Associação Brasileira de Educação Médica.

Participaram da audiência o diretor do Departamento de Gestão da Educação do Ministério da Saúde, Alexandre Medeiros; o Dr. Ericson Leão Bezerra, pelo Conselho Federal de Odontologia; a Dra. Maria Ângela Fávaro, pela Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas e a Associação Paulista de Cirurgiãs-Dentistas; a Dra. Stela Pedreira, pelo Conselho Estadual de Saúde (CES); a Dra. Maria Lucia Zarvos Varellis, do Fórum dos Conselhos; a professora e doutora Angélica Zeferino, da Associação Brasileira de Educação Médica; e a Dra. Elisabete Mangia, da Federação Nacional de Ensino dos Professores de Saúde. Os deputados  João Paulo Rillo e Carlos Neder abriram a audiência.

Questionado sobre o amadurecimento e a possibilidade de o teste progressivo ser estendido para outras profissões além da medicina, Alexandre Medeiros demonstrou apoio: “sair de uma discussão sobre avaliação no fim do curso e partir para uma avaliação gradativa representa um avanço significativo para a sociedade brasileira como um todo”. Ele ressaltou os progressos discutidos pelo FCAS, que no início de 2013 organizou o Grupo de Trabalho de Educação formado por representantes de diversos Conselhos. Desde então, esta é a terceira audiência conquistada pelo Grupo.

“É interessante notar que as conclusões na esfera federal são muito parecidas com as que estamos chegando em nossos debates”, enfatizou. “É preciso avaliar também as instituições para que se consiga ter um profissional de saúde que atenda as expectativas da sociedade brasileira”.  O representante do Ministério da Saúde ponderou que boa parte das discussões que estão surgindo em torno das avaliações são provenientes do programa Mais Médicos, do Governo Federal. Ele garantiu aos presentes na audiência que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação têm atuado de forma conjunta nas questões que tangem a discussão central da audiência.

Durante o discurso de abertura, a representante do Fórum de Conselhos, Dra.Maria Lúcia Varellis disse que, “assim como as diretrizes curriculares da medicina foram revisadas e estabelecidas, também acredita que esse caminho está muito próximo dos demais cursos de saúde.”

A Dra. Maria Ângela Favaro, quando de posse da palavra, disse que “a formação do profissional de saúde e do acadêmico é de extrema importância e que os estudos que organizações como APCD, ABCD e o CROSP possuem estão em linha com os apontamentos feitos pela mesa e pelo ministério”.

A Dra. Stela Pedreira, por sua vez, disse perceber que a discussão sobre as avaliações estão acontecendo entre os Conselhos, mas que acredita na necessidade de sua ampliação, especialmente com os representantes de Educação do Governo.

Durante a sessão, o secretário do CROSP, Marco Manfredini, ressaltou a importância de que no estado de São Paulo, tanto o CROSP como outras entidades representativas, participem ativamente das discussões acerca da formação dos profissionais de Saúde, hoje mais centrada na esfera federal.

Manfredini esclareceu aos presentes que a área de Saúde, no estado, é formada por mais de um milhão de profissionais, o que naturalmente reflete a importância de as organizações do estado terem participação ativa nas discussões. “São mais de 82 mil cirurgiões-dentistas apenas no estado”, frisou.

O Fórum dos Conselhos e Atividades Fins da Saúde (FCAFS) reúne os Conselhos de Odontologia (CROSP), Farmácia (CRF-SP), Medicina (Cremesp), Biologia (CRBio-1), Biomedicina (CRBM-1), Educação Física (CREF4-SP), Enfermagem (Coren-SP), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito-3), Fonoaudiologia (CRFa-2), Medicina Veterinária (CRMV-SP), Nutrição (CRN-3), Psicologia (CRP-SP) e Serviço Social (CRESS-SP).

 

Foram convidados a participar das discussões os ministérios da Educação e da Saúde, as secretarias estaduais de Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia; a Câmara de Educação Superior de Secretaria Estadual de Educação; os Conselhos Estaduais de Educação e Saúde; os Conselhos Federais da área da Saúde e suas Comissões de Ensino; o Fórum dos Conselhos Federais da área de Saúde; instituições de ensino superior e associações profissionais, além do Fórum Nacional de Educação das Profissões na Área da Saúde (FNEPAS).

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