14º CPSP: Consulta à Comunidade de Saúde Coletiva/Saúde Pública do Estado de São Paulo

Consulta à Comunidade de Saúde Coletiva/Saúde Pública do Estado de São Paulo: Painéis – temas, perguntas disparadoras, nomes

Queridos Colegas!

A Associação Paulista de Saúde Pública já desencadeou o processo de organização do nosso 14º Congresso Paulista de Saúde Pública em conjunto com os colegas da UFSCAR.
O Congresso será em São Carlos entre 26 e 30 de setembro de 2015 e tem como lema: “Saúde e Poder: Reconectando Cidadãos e Trabalhadores ao SUS”.
Três eixos de debate ao longo dos três dias do Congresso: 28.9 – “Desmercantilizar o SUS”; 29.9 – “Produzir Coletivos e Co-Gestão”; 30.9 – “Reinventar o Trabalho em Saúde.
O SUS tem passado por diversos conflitos desde a sua criação, atrelados às pressões advindas do contexto do capitalismo contemporâneo sob a dominância do capital financeiro e sua crise, especialmente a partir dos anos 1990. A compreensão desse quadro passa pelo entendimento de como essas pressões se manifestam objetivamente no SUS (insuficiência dos montantes de recursos para o gasto público, intensificação da participação do serviço privado no interior no sistema, precarização do trabalho na saúde pública, etc.) e de quais são suas origens (interesses do capital no fundo público e dos grandes seguros e planos privados no espaço brasileiro etc.). Ademais, é preciso identificar e discutir quais delas foram mais importantes (aumento da participação privada no financiamento e oferta dos serviços de saúde, incorporação de mecanismos de mercado no interior do SUS). As políticas macroeconômicas adotadas levaram – e ainda levam – à diminuição dos gastos públicos com direitos sociais, em destaque na saúde, aumentando os riscos da “mercantilização” das políticas sociais. Desmercantilizar o SUS é nossa palavra de ordem para o Congresso.

Produzir Coletivos e Co-Gestão é um imperativo de resistência. Precisamos repensar os modos de gestão do sistema de saúde considerando que o cotidiano institucional indica limitações e forte cultura gerencial que nos afasta da produção de políticas públicas emancipatórias É fundamental criar espaços de participação e democratização institucional e produzir modos de gestão que promovam a socialização dos saberes. O compartilhamento das decisões e a articulação em redes nos aproximam da concretização do direito à saúde e potencializam o cuidado em saúde, avançando no compromisso ético político dos princípios da universalidade, integralidade e equidade. Atuar no SUS em cogestão pressupõe avançar nos pactos interfederativos, nos pactos locais e na singularidade de cada território e de cada cidadão, aproximando-se cada vez mais das necessidades de todos e enfrentando os interesses corporativos e do mercado. É necessário ocupar o nosso cotidiano, produzindo coletivos e conexões que sejam capazes de criar potências na disputa do projeto político do SUS.

Considerando-se a centralidade do trabalho na contemporaneidade, torna-se cada vez mais emergente a necessidade de fortalecimento de espaços dialógicos e reflexivos sobre as dimensões objetivas e subjetivas do trabalho. Profundas e aceleradas transformações e provocam impactos na vida cotidiana. E é preciso Reinventar o Trabalho em saúde. O trabalho em saúde – pela sua natureza, emprego de tecnologias e o envolvimento de atores sociais precisa continuamente ser (re) significado e (re) inventado. Sendo este, um processo coletivo – na assistência, na gestão e nos processos educativos o trabalho em saúde é mediado por coletivos de trabalhadores de saúde deve voltar-se para atendimento das necessidades de saúde de modo efetivo. Este eixo objetiva refletir, compartilhar e apontar problemas, demandas, lacunas e alternativas na reinvenção do processo de trabalho em saúde.

A presente consulta visa buscar sugestões de temas, perguntas disparadoras e nomes de pessoas que possam compor os Painéis relacionados com cada um dos três eixos temáticos, acima explicitados Serão 6-7 painéis por dia, com 3 pessoas em cada um deles, totalizando 18-21 painéis e 54-63 convidados. Busca-se diversidade de perspectivas e inserções de modo que em cada um dos painéis possamos ter tanto acadêmicos, quanto trabalhadores, sindicalistas e representantes dos movimentos sociais.

Envie, por favor suas sugestões para o email:
14ocongressoapsp@gmail.com, até o dia 18 de janeiro de 2015.

Obrigado.

Abraço,

Marco Akerman
Comissão Científica