Desafios da Humanização

Luciana Soares de Barros*

Neste mês de abril, a Política Nacional de Humanização (PNH) comemorou seus 10 anos de existência. Mês de comemoração e reafirmação de lutas diante dos grandes desafios impostos para o SUS.

A APSP participou deste movimento, protagonizando debates sobre “o público na saúde pública” durante o Ato do Dia Mundial da Saúde e “a produção do cuidado e a formação em saúde”, como vocês poderão conferir com mais detalhes na edição deste Boletim.

A Humanização, termo bastante difundido, mas por vezes reduzido a um imperativo moral no campo da saúde pública, ganha força nas Conferências Nacionais de Saúde, em especial na 11ª Conferência, realizada em 2000. Avança a partir daí para o surgimento de uma Política (PNH), pautando-se no desafio de efetivar os princípios do SUS nas práticas de Saúde. 

“Remando contra a maré”, a PNH se vê diante do enfrentamento de uma lógica hegemônica na saúde: um sistema hierarquizado, fragmentado, biomédico e subfinanciado.

O que está posto para a PNH e para o SUS é uma nova “maquinação” do sistema público de saúde do nosso país; um outro “modo de fazer”  atenção e gestão;  uma aposta metodológica de promoção de encontros; de construção de coletivos capazes de ampliar a democratização na saúde, convocando a produção de outras formas de interação/relação entre os sujeitos envolvidos nas práticas de saúde(usuários, profissionais, gestores e formadores), abrindo a possibilidade de experimentação de outros modos de produzir o cuidado e a gestão… Um desafio de colocar vida no trabalho, na produção de um (bem) comum na saúde pública.

Desafios para o SUS. Questões para a PNH e agenda da APSP!

*Diretora de Comunicação da APSP