ENSP inicia seleção para mestrado na Argentina

Fonte: Informe ENSP

Estão abertas, até o dia 19 de outubro, as inscrições para o mestrado em Epidemiologia em Saúde Pública na Argentina. O curso é fruto da cooperação entre a Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), e a Administración Nacional de Laboratorios e Institutos de Salud da Argentina (Anlis).

A segunda turma de mestrado em Epidemiologia na Argentina oferece 15 vagas para alunos vinculados ao Ministério da Saúde e será coordenada pelas pesquisadoras Aline Nobre e Letícia Cardoso. As aulas serão ministradas na Argentina, com a ida dos docentes da ENSP ao país, em módulos de uma semana por mês, com carga horária de 40 horas.

A expectativa, de acordo com Aline Nobre, é manter o bom desempenho da primeira turma de mestrado, que formou 14 mestres em 2011. Os temas abordados nas dissertações serão os seguintes: doença de Chagas, tuberculose, HIV/Aids, hipertensão em adolescentes, doenças cardiovasculares, risco teratogênico, adaptação de escala psicométrica, dermatofitoses, avaliação de programa de cuidados farmacológicos e de desparasitação massiva.

“Nossa expectativa é manter o padrão de qualidade da primeira turma e atrair um bom número de profissionais para esta seleção. Os alunos terão orientação dos docentes da Escola, mas também um coorientador em seu país. Pretendemos, ainda, buscar parceiros em outros programas e unidades da Fiocruz, como o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) e o Instituto Fernandes Figueira (IFF), para auxílio nas orientações dos alunos de acordo com o projeto que apresentarem na entrevista”, anunciou Aline.

A prova será elaborada pelos pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, com processo seletivo coordenado pela Anlis. De acordo com Letícia Cardoso, a experiência da primeira turma já leva as coordenadoras a definirem uma peculiaridade do curso na Argentina: o perfil dos alunos. “O perfil dos alunos argentinos é diferente dos daqui, pois todos já são ligados ao Ministério da Saúde. Portanto, possuem idade superior e trabalharão em função de alguma demanda do serviço”, afirmou. Para ela, essa característica dá o tom de mestrado profissional ao curso que titula como acadêmico. “Isso é uma curiosidade, pois, apesar de titular como mestrado acadêmico, formamos profissionais que irão desenvolver projetos para o serviço, responder demandas e necessidades do seu trabalho”, concluiu.