Os riscos do consumo de antibióticos sem receita médica

FIOCRUZ NO AR: Os riscos do consumo de antibióticos sem receita médica

País ocupa a 17ª posição no consumo de doses de antibióticos. Prescrição inadequada e automedicação são os grandes vilãs e podem criar as superbactérias

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde(OMS), o Brasil ocupa a 17ª posição entre 65 países pesquisados em relação ao número de doses de antibióticos consumidas. A situação é preocupante pois, segundo especialistas, revela o alto consumo derivado de prescrições inadequadas e a automedicação que favorecem  o surgimento de bactérias multirresistentes – as chamadas superbactérias, que podem levar a morte.

Em 2018, o Brasil passou a integrar o Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos, da OMS, que visa a coleta de dados dos países para que se tenha uma visão completa das tendências e padrões de consumo de antibióticos. Desde 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) controla, por meio da Resolução RDC 44, a venda de antibióticos, que só pode ser feita mediante receita médica, justamente para “minimizar a elevação da resistência bacteriana no país”.

Para alertar a população, o projeto Fiocruz no Ar traz o podcast “Antibiótico sem receita – os riscos”, abordando o consumo de antibióticos sem receita médica ou como automedicação. A pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Oswaldo Cruz, Ana Paula Assef, explica os riscos deste consumo inadequado.

Ouça aqui

https://soundcloud.com/user-881543515/fiocruz-antibiotico-sem-receita-os-riscos